CONSUNIR – RELAÇÕES DE CONSUMO COM ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL.

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO     

Setembro de 1993

 Novembro de 1994

           Duas ideias viraram notícia. Em um encontro em 2004, para tratar das coisas de Deus e ajudar uma entidade beneficente, pequenos empresários trocam cartões de visita e acertam negócios, empresários cristãos. Como trabalhar no meio do mundo, seguindo os ensinamentos de Jesus e dentro de normas éticas propostas na sociedade civil?

           

           Junho de 2020, a presença de Deus em nossas vidas, nós não perdemos a esperança. Para além dos condomínios, todos precisamos buscar pela paz e criar oportunidades de trabalho.

                           

           Somente em uma sociedade que necessite e deseje construir um futuro melhor e que entenda os sofrimentos que modelos de relacionamentos não cristãos podem causar, será possível colocar em prática. 

                            

           Participe.     

 

           Mateus 18, 15-17

 

           Disse Jesus - “Se teu irmão pecar, vá e mostre o erro dele, mas em particular, só entre vocês dois. Se ele der ouvidos, você terá ganho o seu irmão. Se ele não lhe der ouvidos, tome com você mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Caso ele não dê ouvidos, comunique a Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele der ouvidos, seja tratado como se fosse um pagão ou um cobrador de impostos.”

 

          1 Coríntios 6

 

           - Quando alguém de vocês tem uma questão com outro, como ousam levar o caso para ser julgado pelos pagãos e não pelos membros da comunidade? Então vocês não sabem que os cristãos é que vão julgar o mundo? E se é por vocês que o mundo vai ser julgado, seriam vocês indignos de julgar as coisas menos importantes? Vocês não sabem que nós haveremos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas da vida cotidiana! No entanto, quando vocês têm processos desta vida para serem julgados, vocês tomam como juízes pessoas que não têm autoridade na Igreja. Digo isto para que vocês se envergonhem. Será que entre vocês não existe ninguém suficientemente sábio para servir de juiz entre os irmãos?

 

           Exodo 18: 19-23

           “Aceite meu conselho, para que Deus esteja com você: represente o povo diante de Deus e apresente junto de Deus as causas dele. Ensine a eles os estatutos e as leis; faça que eles conheçam o caminho a seguir e as ações que devem praticar. Escolha entre o povo homens capazes e tementes a Deus, que sejam seguros e inimigos do suborno: estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Eles administrarão regularmente a justiça para o povo: os assuntos graves, eles trarão a você; os assuntos simples, eles próprios resolverão. Desse modo, vocês repartirão a tarefa, e você, poderá realizar a sua parte”  

TODOS SÃO CONVIDADOS A CONTINUAR NO CAMINHO PARA UMA SOCIEDADE DA CONFIANCA E UMA CULTURA DA PAZ, COM BASE NOS VALORES CRISTÃOS. FÉ, CARIDADE, ESPERANÇA.

Arquidiocese de São Paulo – Notícias (15/12/2014) – 16:15 - Reportagem

PUC-SP oferece formação cristã para mediadores e conciliadores sociais

           O diferencial deste curso de extensão cultural é que possibilita aos formados a possibilidade de exercer a função de mediadores sociais.

 

                                                                                    Fernando Geronazzo

           

 

           Uma iniciativa pioneira da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), por meio da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção e Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (Cogeae), em parceria com Associação Brasileira do Empresário Cristão, com a Cáritas Brasileira e a Pastoral Mundo do Trabalho, formou na última quinta-feira, 11, a primeira turma do Curso Capacitação de Conciliadores e Mediadores Sociais.

              

           O diferencial deste curso de extensão cultural é que possibilita aos formados a possibilidade de exercer a função de mediadores sociais junto aos órgãos públicos do judiciário, à comunidade e no âmbito privado.  “Os estudantes foram preparados para atuar nas paróquias e nas obras sociais ligadas à Igreja. Por isso, seu conteúdo programático tem como base a Doutrina Social da Igreja”, explicou o Padre José Bizon, coordenador do curso.

                

           O diploma recebido pelos 47 alunos habilita-os também para atuar no Tribunal de Justiça, onde tiveram a oportunidade de fazer um estágio, além das 60 horas de curso.  “Vocês são pioneiros de uma iniciativa muito valiosa e serão multiplicadores da conciliação”, disse aos formandos a desembargadora Maria Cristina Zucchi, que também coordenada o curso, com o apoio da empresa DIALOG Soluções Adequadas de Conflitos.

 

Referencial cristão

               

           Em nome do arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer – um dos incentivadores do curso –, o bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário episcopal para a Educação e a Universidade, Dom Carlos Lema Garcia, parabenizou a iniciativa e ressaltou a contribuição desses profissionais para a sociedade. “Penso que é algo muito necessário e exemplar no mundo de hoje. É um benefício de grande valor social facilitar a conciliação, mas também eu penso que no nosso mundo é importante, porque é um testemunho genuinamente cristão, está na essência do cristianismo, a regra de ouro do Cristianismo é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Está no âmago do cristianismo a doação e o ato mais generoso de doação que é perdoar. É um ato exemplar, porque também é renúncia à retaliação, à vingança... Não se chega à paz no mundo porque não há perdão”, disse.

                  

           O professor Lafayette Pozzoli, chefe de gabinete da PUC-SP, em nome da reitora, Ana Maria Marques Cintra, salientou que o trabalho de mediação é algo que tem que ser muito incentivado. “Hoje, o poder judiciário brasileiro tem mais de 100 milhões de processos, por isso, o Conselho Nacional de Justiça incentivou a todo o poder judiciário trabalhar  a mediação e criou a Semana Nacional da Mediação”, disse, enfatizando, ainda, que esse curso precisa ter continuidade e precisase estender, “ir além das fronteiras da Arquidiocese”.

 

Responsabilidade

                   

           Para o economista Wilson Alcântara, um dos formandos, destacou o fato de o curso preparar mediadores e conciliadores sociais. “O complemento usado, a palavra ‘social’, nos dá um grau enorme de responsabilidade quando formos desempenhar o papel de conciliador e mediador. O curso nos fez parar para pensar em litígio, conciliação, conflito, mediação, arbitragem na nossa sociedade. Todos esses conceitos agregaram valores em nossas vidas pessoais e profissionais. Quantos casos humanos cada um de nós pudemos testemunhar durante nossos estágios”, disse.

                      

           Afonsina Gomes Araújo Silva é assistente social na Cáritas da Diocese de Guarulhos também ficou muito entusiasmada com o curso. “Na minha profissão, nos deparamos com muitos conflitos e esse curso me ajudou muito a aprender a lidar com essas situações”. Ela afirmou que pretende se colocar à disposição da faculdade onde fez estágio para continuar atuando como conciliadora e mediador assim como na própria Cáritas. “Na verdade, eu já tenho colocado muitos conceitos em prática, pois não dá mais para ser a mesma pessoa depois desse curso. Até em casa percebemos a mudança nas atitudes diante de possíveis conflitos”, afirmou.

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