Anchieta, os Jesuítas, um resgate necessário de parte de nossa história

        Ao nos depararmos com os inúmeros títulos do Padre Anchieta (São José de Anchieta), percebemos a grandiosidade do trabalho realizado por ele, que deu sua vida para levar a palavra de Cristo aos colonos e aos índios do Brasil recém descoberto. A Ordem dos Jesuítas chegava ao novo continente a pedido da coroa portuguesa. Outros tempos, outras visões de mundo, condições terríveis que tornavam a vida um perigo a cada momento.

        O Padre José de Anchieta primeiramente foi chamado de Apóstolo do Brasil, ainda em vida. Depois, Padroeiro dos Catequistas, Patrono dos Professores, Patrono da cadeira de número um da Academia Brasileira de Música, Pai da cultura e do teatro brasileiro, Pioneiro da poesia brasileira, Herói da Pátria, Fundador da Literatura Brasileira,

           Primeiro educador do Brasil, Primeiro antropólogo e naturalista do Brasil, Primeiro ecologista do Brasil, Defensor dos Direitos Humanos, Iniciador das estradas do Brasil. Em 2015 foi reconhecido como Padroeiro dos Farmacêuticos e Padroeiro do Brasil.

           Porém, humildemente, destacamos a falta de um que ainda não foi atribuído ao “Abare”, o título de Fundador de Cidades. São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Ubatuba, Itanhaém, São Vicente, Guarapari, Anchieta, Vitória, Ilhéus, Porto Seguro, entre outras, tem a passagem de Anchieta em suas origens.

           Anchieta incorporou decididamente os princípios e conceitos caros aos Jesuítas em sua vida missionária, sendo a figura da Companhia de Jesus, merecidamente, mais importante e lembrada em nossa história, mas muitos outros além de São José de Anchieta deram suas vidas por amor ao próximo, citação especial ao Pe. Manuel da Nóbrega e aos 40 Mártires do Brasil.

           Iniciadores de estradas, os primeiros Jesuítas trabalharam por toda a costa brasileira por mais de 200 anos, não esquecendo a presença importante nos estados do sul do Brasil. De norte à sul, principalmente nas regiões que são banhadas pelo Atlântico, numa presença translitorânea, dedicaram-se a cumprir a missão que lhes foi confiada, empreendendo, criando cidades, abrindo caminhos, educando e evangelizando. Os Jesuítas continuam colaborando com o desenvolvimento de nosso país nos dias atuais, educadores por vocação, lembrando que não apresentamos aqui um tratado sobre história do Brasil, somos Empresários Cristãos, pequenos e médios batalhadores que admiram e se inspiram nesta trajetória empreendedora, colocando nossas vidas nas mãos de Cristo.

           Assim é que muitos de nós passeamos pelas cidades litorâneas em nossos momentos de lazer, desfrutando das mais lindas paisagens, e percebemos que parte desta história vai se perdendo. Perguntamos à jovens em Ubatuba, Bertioga, Guarapari, São Mateus, Salvador, Paranaguá, Porto Seguro, Ilhéus, Laguna, São Francisco do Sul, enfim, viajantes que passaram pela BR 101 rumo as praias, se conhecem alguns nomes e acontecimentos importantes de nossa história relacionados à estes lugares e a resposta é na maioria das vezes negativa, alguns acham que os Goytacazes são apenas um time de futebol.

           Com todo o respeito que merece o nome atual da RODOVIA BR 101, e é realmente um respeito muito grande, defendemos que o nome que deveria ser dado à Translitorânea BR 101, que corta 12 estados brasileiros, mais apropriado, para que parte de nossa história seja resgatada, é o de Rodovia Anchieta. Turismo, cultura, preservação do meio ambiente, história, empreendedorismo, religiosidade, presentes para lembrança das futuras gerações.

           Bandeirantes, Raposo Tavares, Anhanguera, Fernão Dias, Rodoanel Mario Covas, Índio Tibiriça, Rodovia Anchieta, Dom Pedro I, Tamoios, são alguns nomes de estradas conhecidos por boa parte dos brasileiros que passam por São Paulo. Um pedacinho da BR 101 já carrega o nome de um Jesuíta ilustre, desde sua inauguração em 1961, a SP 055 – Rodovia Padre Manuel da Nobrega, parece muito justo nosso pleito diante de todo o contexto apresentado. Padre Anchieta foi incomparável na sua jornada pelo Brasil.

           Este é um projeto do Movimento Empresário Cristão, mobilizar os brasileiros para que um pedido de mudança de nome da RODOVIA BR 101 seja analisado por nossos Deputados e Senadores, objetivando o resgate e permanência de uma parte fundamental de nossa história, além das oportunidades e benefícios econômicos que o estímulo ao turismo histórico, religioso e ecológico pode proporcionar com esta iniciativa. BR 101 – Rodovia Anchieta.

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Empresário Cristão
Landi Dantas

Santuário Nacional de Anchieta
Pe. Nilson Marostica SJ

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