20/08/2020

Pessoas totalmente recuperadas do Coronavírus (Covid-19):

15,500,291

Total de casos:

22,847,759

“Eu vos disse estas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo tereis aflições. Mas, tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).       

          Na Praça de São Pedro, no dia 27 de Março de 2020, o mundo assistiu ao Papa Francisco conceder a benção Urbi et Orbi em caráter extraordinário. Em sua mensagem, nos fez refletir sobre o evangelho de Marcos 4:35-40, na passagem em que Jesus está dormindo na barca e apavorados com a tempestade que chega, os apóstolos o acordam e perguntam se Ele não se importava que morressem. Jesus ordena aos ventos e ao mar que se acalmem e diz a eles, “Como sois medrosos, ainda não tendes fé?”.


        Em meio ao desespero que toma conta da humanidade com a presença do coronavírus, onde a espe-rança foi substituída pelo pavor, temos que, enquanto cristãos, agradecer à Deus por sua piedade e compaixão, pois temos hoje conhecimento suficiente para que a ciência avance na luta contra o inimigo que destrói e nos ajude com uma vacina e com um remédio que possa nos salvar. Lembremos ainda de Moisés em meio a medicina do Egito Antigo, recebendo de Deus as orientações para o cuidado com seu povo. (Exodo 15:26)
     Convidamos todos à orarem pelas vítimas fatais da pandemia atual, especialmente pelos idosos, profissionais de saúde e religiosos. Estes últimos, inclusive, cumprindo sua missão, deram suas vidas atendendo os irmãos que partiram. Celebramos agradecendo à Jesus pelos curados, certos da misericórdia que nos poupa de mal que poderia ser ainda mais devastador, já que a maioria dos infectados não apresenta sintomas graves da doença e muitos chegam a não apresentar sintoma algum. Neste momento tão difícil, Jesus nos pede coragem, Ele está conosco.


          Trecho de um estudo do Prof. Joffre M. de Rezende. Europa – A Peste Negra na Idade Média  

       

         “No início de 1330 o primeiro foco da peste bubônica aconteceu na China. A peste afeta principalmen-te roedores, mas suas pulgas podem transmitir a doença para as pessoas. Uma vez infectada, o contágio a outras pessoas ocorre de maneira extremamente rápida. A peste causa febre e um inchaço doloroso das glândulas linfáticas chamadas de bulbos, daí o seu nome. A doença pode também causar manchas na pele que apresentam primeiramente uma cor avermelhada e então se torna negra.

         Como a China era uma das maiores nações comerciais, foi só uma questão de tempo até que a epide-mia da peste se espalhasse pela Ásia oriental e pela Europa.

         Em outubro de 1347, vários navios mercantes Italianos retornaram de uma viagem ao mar negro, um dos elos no comércio com a China. Quando os navios aportaram na Sicília muitos dos que estavam a bordo já estavam morrendo por causa da peste. Após alguns dias a doença se espalhava pela cidade e pelos arredores. Uma testemunha ocular conta o que aconteceu:

          "Percebendo que um desastre mortal havia chegado a eles, as pessoas rapidamente expulsaram os ita-lianos de sua cidade. Mas a doença permaneceu, e logo a morte estava por toda parte. Pais abandonavam seus filhos doentes. Advogados se recusavam a sair de casa e fazer testamento para os moribundos. Frades e freiras foram deixados para trás para tomar conta dos doentes e monastérios e conventos logo estavam desertos, pois eles também foram afetados. Corpos foram deixados em casas abandonadas, e não havia ninguém para lhes dar um funeral Cristão."

      A doença atacava e matava com terrível rapidez. O escritor italiano Boccaccio disse que as vítimas normalmente, "almoçavam com seus amigos e jantavam com seus ancestrais no paraíso."

       Em agosto do ano seguinte, a peste havia se espalhado ao norte até a Inglaterra, onde as pessoas a chamavam de "A Morte Negra" por causa das manchas negras que ela causava na pele. Um terrível assassino estava solto na Europa, e a medicina medieval não tinha nada para combatê-lo.
No inverno a doença parecia desaparecer, mas somente porque as pulgas, grandes responsáveis pelo transporte da peste de pessoa para pessoa, estavam dormentes. A cada primavera a peste atacava novamente, fazendo novas vítimas. Após cinco anos 25 milhões de pessoas estavam mortas, um terço da população da Europa.”

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